Ansiedade

Sobrecarga
Sinais dados a cada célula existente
Reação imediata
Aviso persistente
Humana
Você é humana
Humana
Tentativa 1
Sinto a sola dos pés
Tentativa 2
Sinto a palma das mãos
Tentativa 3
Sinto o pulmão inflando
Tentativa 4
Olhos piscando
Humana
Corpo vivo
Alma resistente
Cada minuto é um presente
Que pulsa no dia de hoje
Tentativa 5
Paz.

 

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Churrasco, praia e amor

Cheguei ontem de viagem, depois de 15 lindos dias no Rio de Janeiro. Parte da minha família é carioca e sempre que posso eu tô por lá, aproveitando um pouco. E não tem jeito, toda vez que preciso voltar pra Brasília e me despedir da cidade e da família maravilhosa, eu choro. É como se parte de mim ficasse na praia, nos churrascos, no cinema, nos ventiladores, nas risadas escandalosas que eu divido com minhas primas, na comida gostosa da minha vó e nas trovas do meu avô, no sotaque puxado, na simpatia e no calor que permanecesse, independente da chuva. Parte de mim vive naquele lugar, com aquelas pessoas e com aquela rotina. É inevitável sentir meu coração apertadinho quando chego no aeroporto e preciso deixar lá parte do meu coração. Não sei bem como explicar minha ligação com as pessoas que estão ali e com a cidade que me abraça com tanto carinho. Eu sei que existe e que eu amo cada momento que eu vivo ali.

Lá parece que tem festa só de reunir 5 pessoas. Quando juntam mais de 15 então… Sempre que entrava algum assunto meio polêmico nas conversas, minha prima dizia: “Ó, a Fernanda é feminista, presta atenção no que cê fala”. Confesso que eu sempre ria sem entender muito bem o que ela queria dizer com aquilo. Um dia perguntei e entendi que a questão não se tratava do que eu entendia sobre o feminismo, defesa de igualdade de direitos entre os gêneros e sim com a postura de uma pessoa que não segue o “senso comum” que é de costume se ver entre eles. Em algum ponto da vida, eu desviei dos padrões da família e isso se tornou visível pra ela. Senti uma alegria por isso.

De todos os dias em que eu estive ali, ouvi de tudo um pouco. Teve comentário preconceituoso sim e é isso que acontece toda vez que a gente sai do nosso ciclo de amizades que lutam pra se desconstruir todo dia. A realidade é que tem gente de todo jeito por aí, falando de tudo, sem muitas vezes nem saber do que se trata. Mas eu me orgulho por ser taxada como a feminista que “estuda antes de falar bobeira” e que não gosta quando fazem comentários preconceituosos. As diferenças são o fim da nossa zona de conforto e é sempre bom encarar o mundo com uma dose de amor. Gratidão a minha família que é uma oportunidade diária pros meus aprendizados. Gratidão pelas conversas gostosas sempre acompanhadas de comida boa.

Saudade vive em mim.
Paz.

Por que eu não sigo as Kardashians?

É, eu não sigo nenhuma das Kardashians, das Jenners, nem Gabriela Pugliese ou outras influenciadoras digitais super famosas. Já segui algumas e hoje escolhi que é melhor não. Nesse processo de auto-conhecimento que falei nesse post, descobri uma coisa chamada auto-sabotagem e podemos falar melhor sobre isso num outro texto. O que acontece é que eu, que amo as redes sociais, me peguei seguindo diversas pessoas super famosas, “bem-sucedidas” e me sentindo mal comigo mesma por viver uma realidade tão diferente dessas que eu acompanhava. Eu não tenho o corpo da Pugliese, nem da Kendall Jenner e muito menos da Kim Kardashian. Eu não sou fitness, na verdade, tô bem sedentária. Eu não tenho um celular super atualizado, nem sei falar inglês e conto umas moedinhas pra comprar um lanche depois que saio da faculdade (quando dá).

Eu realmente não acompanho as pessoas que citei aqui e não sei se há algo super inspirador que elas mostrem em seus instagrans e snaps. Mas sei que escolhi seguir pessoas que me inspiram de alguma maneira e me trazem mensagens positivas durante o dia. Fiz aquela famosa faxina na vida. Me distanciei de pessoas tóxicas e passei a conhecer pessoas que também tem problemas, mas os encaram de maneira diferente. Passei a procurar beleza em outras pessoas e fora daqueles padrões que não nos representam nada nas novelas e nas publicidades por aí.

Eu não sigo as Kardashians porque elas não acrescentam nada pra mim e não representam as pessoas que me inspiram. Elas podem inspirar outras e trazer entretenimento para milhares de pessoas, mas não é assim comigo. Eu prefiro seguir a mina com 100 seguidores e posta umas fotos do pôr-do-sol com legendas de poesias que ela mesma fez. Os números realmente não dizem nada e a gente percebe isso quando vive fora da internet. A vida é linda quando a gente encontra as amigas e dá aquele abraço gostoso, ri dumas besteiras e sente que o universo é generoso com a gente por proporcionar momentos tão incríveis.

É importante saber que fora da internet todo mundo tem suas crises e não existe vida perfeita. O facebook não mostra a bad de ninguém. As redes sociais são só um recorte muito bem feito do que a vida realmente é. E eu escolhi olhar uns recortes com cada vez menos filtros, mais naturalidade e sinceridade.

Existe beleza no mundo e em você também.
Independente de quem faz sucesso no instagram.
Um cheiro.
Paz.

Letras na faculdade?

No início de 2016, Fernanda era a mais nova caloura de Letras no IFB.

Eu não tinha certeza do curso, da instituição, nem de nada. Mas fui. E foi a melhor coisa que eu poderia ter feito. E é pra falar das surpresas que eu tenho a cada dia com esse curso, que eu resolvi fazer uns textos e postar por aqui.

Como falei ali no parágrafo de cima, eu não tinha certeza do meu curso. Eu sempre gostei muito de ler e escrever, tinha vontade de trabalhar com algo que pudesse ajudar as pessoas de alguma maneira e sentia uma partezinha criativa falando dentro de mim. Pensei logo em comunicação. Era minha primeira opção de curso. Primeiríssima por sinal. E logo depois vinha Letras. Como uma última saída caso nada desse certo.

Eu não conhecia nada sobre o curso, não sabia a diferença entre licenciatura e bacharelado e muito menos as áreas de atuação além de dar aula. Joguei no google e achei muitas páginas de faculdades fazendo aquele marketing, mas nada era pessoal o suficiente pra me passar segurança. Fui assim mesmo. E me apaixonei. Era muito mais do que eu esperava, sinceramente. Depois que descobri uma porção de coisas, acho que tá na hora de compartilhar por aqui, né?

LICENCIATURA x BACHARELADO

Licenciatura é área que foca no ensino. Bacharelado é a área que foca em pesquisa.
De alguma maneira as duas áreas acabando se encontrando, mas se você pretende fazer Letras, é MUITO importante que saiba qual é a especialidade que você prefere, porque toda a grade do curso vai focar no ensino ou na pesquisa.

HABILITAÇÕES

Existem várias habilitações pra esse curso. Português, Português/Inglês, Português/Espanhol, Português/Japonês, Português como Segunda Língua e também é fundamental que você saiba: Existem MUITAS diferenças entre as habilitações. Se você não tem afinidade com outra língua, não adianta escolher na esperança de ser super simples. A segunda habilitação exige tanto quanto a primeira, não se engane.

ÁREAS DE ATUAÇÃO

Não parece mas a área de atuação para quem se forma em Letras é bem extensa. Você pode trabalhar como professor, pesquisador, revisor, redator, entre várias outras possibilidades. Mas é sempre bom pesquisar o foco da faculdade que você pretende estudar e não esquecer de escolher bem entre licenciatura e bacharelado.

Essas eram algumas das dúvidas que eu tinha antes de escolher o curso e não encontrei respostas muito diretas, o que só aumentou minha insegurança. Nos próximos textos conto como foi o primeiro ano de faculdade, que matérias estudei, como é a instituição que eu estudo e o que fez eu me apaixonar pelo curso, tá bem? Então tá bem.

Um cheiro.

Quero me curar de mim

Antes de começar o texto de hoje, preciso que você me faça um favorzinho: ouve essa música e volta pra cá, tá bem? (Essa música é da Flaira Ferro e o vídeo é parte dessa palestra dela no TEDx.)

Há um bom tempo eu venho querendo escrever sobre auto conhecimento e desconstrução, mas nunca dava certo. E hoje vejo que o melhor momento para falar disso é agora. Como sempre, tudo acontece no tempo certo.

De uns anos pra cá, eu entrei na vibe auto conhecimento e pesquisei muito sobre missão de vida, felicidade, satisfação, paixões e como fazer para me conhecer melhor. Assisti vídeo motivacional, li livro de auto ajuda, fiz teste vocacional, li livro de coaching e nada respondia as questões que eu trazia comigo. Eu assumi meu cabelo e parte de mim se conheceu ali e minha querida ansiedade alimentava minha necessidade de um processo rápido que me trouxesse paz. Não deu certo.

No início de 2016 entrei na faculdade e um porção de coisas mudaram. No final do ano percebi: eu me conheço muito melhor e nem precisei de tanta pesquisa. Não julgo os coachings, os livros de auto ajuda, as palestras motivacionais, nem nada disso; eu aprendi com tudo que pesquisei e precisei daquela fase, mas a prática e a vivência me trouxeram muito mais aprendizado do que a teoria.

O processo de desconstrução e de autoconhecimento estão extremamente ligados e a música da Flaira fala exatamente sobre isso, sobre nos reconhecermos como pequenos e querermos a cura pra tantos defeitos. Eu aprendi isso no dia a dia, na busca por ser melhor e por construir uma realidade melhor ao meu redor. Tudo é um processo, não existem resultados imediatos. A gente vacila e tudo bem, o esforço pra melhorar é o que se conta.

Ninguém vai ser o desconstruidão do rolê, justamente porque o aprendizado não acaba nunca e a gente tá sempre buscando melhorar, então vão ter altos e baixos sim, qual o problema? Se desconstruir e se conhecer requer renúncia, vigilância e persistência e não há nada mais gratificante do que se perceber melhor, pelo seu próprio esforço.

Sejamos pacientes. A natureza não dá saltos.
Um cheiro.
Paz.

Felicidadezinhas

Em 2015 fiz uma lista das minhas pequenas alegrias e você pode ler no meu blog antigo, clicando aqui. Então esse ano resolvi fazer uma lista atualizada, naquele exercício de gratidão e pequeno deslumbramento das coisas que eu falei nesse texto.

  • Dançar forró;
  • Encontrar meus amigos;
  • Ver o crescimento das pessoas da minha turma;
  • Lutar pelo que eu acredito;
  • Chegar em casa e ter comida pronta;
  • Comprar/ganhar alguma coisa de papelaria;
  • Cantar sertanejo na maior altura possível;
  • Acordar antes do despertador tocar;
  • Tomar banho depois de fazer caminhada;
  • Terminar um trabalho difícil e sentir que fiz o meu melhor;
  • Entrar no ônibus e ver que tem lugar vago;
  • Achar moeda perdida dentro da mochila;
  • Ver casais apaixonados;
  • Abraçar meus pais;
  • Escrever algo que estava na minha mente há um tempo;
  • Olhar o céu e o lago quando estou passando pela ponte JK;
  • Ver o pôr-do-sol quando estou saindo da faculdade;
  • Ir ao museu e ficar olhando o céu;
  • Ficar reflexiva e ter alguém pra compartilhar;
  • Sabonetes muito cheirosos;
  • Quando elogiam minha turma;
  • Receber cafuné;
  • Fazer cafuné;
  • Beber água gelada;
  • Conhecer uma música nova;
  • Analisar um livro;
  • Ver o céu azulzinho;
  • Chegar na rodoviária e conhecer a música que está passando;
  • Observar a pureza das crianças;
  • Quando um gato vem pedir carinho;
  • Casa limpa;
  • Recomeços.

Um cheiro.
Paz.